13 curiosidades sobre a vagina que você PRECISA saber

13 curiosidades sobre a vagina que você PRECISA saber

por Victoria Castro
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13/11/2018
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Conhecer a vagina é essencial para a nossa saúde, higiene, vida sexual e para melhorarmos a nossa relação com nossos corpos como um todo.

A vagina é um órgão incrível, embora muitas vezes seja injustiçada. Cores, larguras, cheiros, hímens, orgasmos…Vamos descobrir alguns babados sobre ela? Bora!

1) Ela é só uma parte!

No momento em que pegamos um espelho e colocamos entre as pernas, conseguimos ver toda a vulva. A vagina é apenas o canal interno, que liga a vulva ao cérvix (entrada do útero). Ao olhar a vulva, afastando os lábios internos, conseguimos ver a abertura da vagina.

Ilustração maravilhosa da página Mãe Solo

2) A cor da vagina não segue um padrão – e pode mudar!

A vulva e a vagina podem ter diversos tons – entre marrons, rosas e vermelhos. Só que esse tom não tem relação direta com a cor da pele.

Logo, você pode ter a pele do corpo escura e a vulva rosa claro, ou a pele do corpo clara e a vulva mais marrom ou roxinha. A saber, são variações perfeitamente normais e que não afetam a fisiologia da vagina.

Além disso, a cor muda de acordo com a ação hormonal, e há uma tendência de ficar mais escura na idade fértil e durante a gravidez.

3) É impossível perder algo dentro dela

Quem nunca ficou com receio de colocar algo interno e “perder” dentro da vagina? Ou pelo menos conhece alguém que já verbalizou esse medinho?

Pois bem, felizmente, não tem como perder algo dentro da vagina. Não há nenhum tipo de “portal” dentro dela – não para sumir coisas.

A vagina é como um copo, com uma abertura de um lado (pra fora) e fechada no fundo. Ali, se encaixa o colo do útero, que, daí sim, tem uma abertura. Mas a abertura do colo do útero é beeem pequena, insuficiente para entrar um objeto, por menor que seja. Fique tranquila quanto a isso.

Contudo, caso você tenha algo preso na sua vagina neste exato momento – um protetor menstrual interno, um preservativo, etc -, tente primeiramente relaxar. A tensão faz a musculatura se contrair e a tarefa se torna mais difícil.

No momento em que conseguir relaxar, fique de cócoras e tente fazer “força de cocô” (termo mais fidedigno possível) para ajudar a saída do objeto. Caso não tenha jeito, aí sim vale ir numa emergência ginecológica.

 



4) Ela é super elástica

A vagina “em repouso” mede cerca de 8cm, podendo mais que dobrar de tamanho durante a excitação sexual! Portanto, quando ficamos excitadas, o cérebro envia a mensagem lá pra baixo e a vagina se estica tanto em comprimento quanto em diâmetro. Por consequência, isso permite uma relação sexual prazerosa. Incrível, né?

5) Ela não fica ‘larga’ com o sexo ou o parto

Justamente por ser um tubo muscular super flexível, ela não deforma após se expandir. Após o sexo penetrativo e o parto vaginal, ela retorna ao normal.

6) Ela tem glândulas

As principais glândulas ficam bem na entradinha da vagina e são responsáveis pela lubrificação. São as famosas (ou nem tanto) glândulas de Bartholin! Quando estimuladas, elas trabalham intensamente para deixar a vagina molhada.

7) Ela é casa de trilhões de bactérias

E além de bactérias, alguns fungos e vírus! Essa quantidade imensa de microorganismos forma a microbiota vaginal, essencial para a saúde dos nossos órgãos sexuais e reprodutores.

O principal grupo presente na microbiota da maioria das vaginas é o dos lactobacilos. Esses bonitões produzem ácido lático, o responsável pelo pH ácido característico da vagina, que por sua vez nos protege de infecções e desequilíbrios. Inclusive, é por conta deles que o odor suave da vagina saudável geralmente lembra iogurte!

8) Ela é autolimpante

Graças à microbiota, o canal vaginal consegue se limpar sozinho a partir das próprias secreções. Aliás, é essa secreção (geralmente clara) que muitas vezes fica na calcinha após um longo dia pra lá e pra cá.

Por causa da microbiota, em hipótese alguma se deve lavar por dentro da vagina. Ducha vaginal? Tô fora, pego meus lactobacilos e vou embora rs

9) O cheiro e o gosto mudam

O pH saudável da vagina é ácido, o que dá a ela um odor e principalmente gosto característicos. Mas o cheiro e o gosto da vagina, da lubrificação e do muco variam ao longo do ciclo menstrual natural.

Em geral, essas mudanças, quando dentro da normalidade, são sutis. Porém, é possível perceber um leve cheiro e gosto metálico na proximidade do período menstrual, por exemplo. Muitas também percebem o cheiro mais acentuado durante o período fértil, além do gosto mais “adocicado”.

De fato, a ação hormonal interfere na microbiota e nos nossos cheiros, que servem inclusive como “atrativo”. O nosso pH também sofre mudanças sutis ao longo do ciclo, ficando menos ácido durante o período fértil.

Surpreendentemente, a alimentação também pode interferir nesse quesito! Alimentos mais fortes – alho, café, carne vermelha, brócolis – em excesso e substâncias como álcool e cigarro podem deixar o gosto mais forte. Por outro lado, o consumo de frutas doces pode deixar o gosto mais adocicado.

10) Nem todo mundo tem hímen

Antes de mais nada, nenhum hímen é igual, e tem gente que nasce sem hímen. Se você quer entender como o hímen funciona, veja esse vídeo, POR FAVOR. #nuncatepedinada

Essa pequena membrana circunda a entrada do canal vaginal das fêmeas de várias espécies de mamíferos. Em suma, não se sabe ainda se ele possui alguma função, embora existam teorias. Uma delas, no caso das humanas, é que o hímen protegeria a vagina de patógenos até a puberdade, quando a microbiota bem estabelecida consegue assumir a função de proteção.

O hímen tende a ficar elástico e mais fino devido à ação hormonal, podendo se moldar a qualquer ‘coisa’ que entre no canal vaginal.

Ele também pode ‘se romper’, seja praticando esportes, colocando um coletor menstrual, tendo uma relação sexual com penetração ou até mesmo durante o parto vaginal (!!!!).

Por fim, ele não possui terminações nervosas, então o seu alargamento ou até rompimento em si não causa dor.

11) O “orgasmo vaginal” é clitoriano

Ao contrário do que muita gente acredita, o clitóris tá longe de ser apenas aquela cabecinha marota visível e maravilhosa.

Primordialmente, ele é um órgão exclusivo de prazer que se estende por dentro e “abraça” o canal da uretra e da vagina. Assim, isso gera combinações de pontos de prazer específicos pra cada corpitcho.

Clitóris inteirinho em amarelo

Por isso, enquanto algumas mulheres tem facilidade maior para chegar ao orgasmo estimulando a parte externa do querido clit, outras tem facilidade para chegar ao orgasmo a partir da estimulação interna dele.

Quando ficamos excitadas, o clitóris recebe um grande fluxo sanguíneo e aumenta horrores de tamanho – assim como o pênis. Exatamente a mesma matéria prima. Por isso, o clitóris fica hiper sensível e pode receber estimulação indireta de várias regiões diferentes.

E assim, na moralzinha… orgasmo é orgasmo. Importante é gozar rsrs

12) Vagina não solta pum

Mas pode fazer uns sons bem parecidos. São os flatos vaginais, ou puns vaginais mesmo (sabe-se lá como chamam por aí).

Isso acontece quando uma quantidade significativa de ar entra no canal vaginal. E como a vagina é fechada no fundo, tudo que entra lá precisa sair. E quando esse ar sai muito rápido, faz os lábios internos vibrarem e produzirem um som parecido com o “pum normal”.

Inegavelmente, esses ruídos são mais comuns durante a relação sexual. Pode ser constrangedor, mas acontece. Paciência. Quem acha o fim do mundo nem deveria estar fazendo sexo, convenhamos.

ENTRETANTO, alguns cuidados podem evitar os punzinhos – até porque não é muito legal ficar cheia de ar num orifício, muito menos no momento de usufruir intensamente dele: mude de posição com cuidado e tranquilidade (especialmente se antes estiver “de 4”, posição que costuma ser mais fácil de entrar ar), use lubrificante à base d’água e, se tiver com um parceiro com pênis, solicite que ele vá devagar (leia-se: sem ficar tirando e colocando violentamente feito britadeira).

13) Ela pode ser exercitada!

Já que a vagina é um músculo, ela pode ser exercitada! E exercitá-la é essencial para manter a musculatura do assoalho pélvico “malhada” e evitar problemas com incontinência urinária. E, de quebra, ainda potencializar o prazer! Sensacional.

Os exercícios mais famosos são os do pompoarismo e os exercícios Kegel. Você pode aprender e praticar alguns no seu dia-a-dia, como um hábito.

Além disso, também existem fisioterapeutas pélvicas que são rainhas de ensinar esse controle para as mulheres e melhorar suas qualidades de vida e relação com seus corpos. Muito amor <3

 

Ufa, acabou. MAS, se você tiver algo a agregar/desmistificar/perguntar sobre esse órgão maravilhoso que é a vagina, escreve aqui embaixo!

Um beijo,

Vic

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