Afinal, somos nós mulheres livres?

Afinal, somos nós mulheres livres?

por Fran Bittencourt
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26/12/2018
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Imagem: Jill

Teoricamente homens e mulheres, perante a Constituição, têm direitos iguais, mas e na prática, será que isso acontece? Nós mulheres somos, afinal, livres mesmo?

Pra ajudar a responder essa pergunta vamos dar uma olhadinha em um dos conceitos filosóficos de liberdade:

“Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém. Liberdade é também um conjunto de ideias liberais e dos direitos de cada cidadão. Liberdade é classificada pela filosofia como a independência do ser humano, o poder de ter autonomia e espontaneidade”.

Um dos marcos de liberdade alcançados pelas mulheres no Brasil foi o direito ao voto, após uma intensa luta feminista. A partir dessa data as mulheres poderiam votar e também serem eleitas para cargos políticos no Brasil. Entretanto, segundo o portal do Fecomercio de SP, há uma grande diferença entre a quantidade de representantes homens e mulheres nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário: “para cada sete vereadores homens, há uma mulher nas câmaras municipais do País, e apenas 12% das prefeitas são mulheres. Além disso, pouco mais de 10% dos deputados federais são do sexo feminino”.

Isso demonstra que, ainda que tenhamos na constituição direitos políticos iguais entre homens e mulheres, temos também heranças de diferenças de gênero que não foram totalmente superadas.

Isso ajuda a explicar porquê apesar de poderem ser eleitas, mais homens são votados aos cargos políticos do que mulheres: historicamente a vida política era responsabilidade e assunto masculino, enquanto às mulheres eram destinados os cuidado do lar e dos filhos.

Apesar de não percebermos tão nitidamente no nosso dia-a-dia, ainda carregamos traços dessas diferenças de gênero. Essas marcas podem ser vistas em situações cotidianas quando as mulheres tomam decisões que fogem do que a sociedade espera delas e por isso recebem algum tipo de julgamento, por exemplo:

  • quando as mulheres decidem não ter filhos;
  • quando as mulheres decidem não se casar;
  • quando as mulheres decidem não ter um relacionamento heteroafetivo;
  • quando as mulheres não têm um parceiro fixo.

Ou, ainda, quando as mulheres restringem sua própria liberdade por medo de sofrer algum tipo de abuso ou agressão, por exemplo:

  • quando as mulheres não saem a noite por medo de sofrer algum tipo de agressão;
  • quando as mulheres pensam em que roupa vão vestir, com medo do assédio e dos rótulos que podem receber.

Esses são alguns exemplos de restrições de liberdade ou julgamentos quando ela é exercida que ainda podem ser sentidos em nossas sociedade.

Para cada uma dessas restrições, entretanto, existem mulheres que levantam-se todos os dias e questionam essas imposições sociais, atuando em diferentes frentes para transformar a nossa realidade.

Imagem: Ju Romano

As mudanças políticas são muito importantes e significam avanço para a igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas as mudanças sociais também são necessárias:

  • questionar sempre que você ouve alguma restrição de direitos acontecendo;
  • ajudar outras mulheres que possam estar sendo julgadas por não seguirem os padrões que se espera delas;
  • e conversar com suas amigas e amigos sobre essa diferenciação de direitos com base no gênero, que ainda limita a liberdade das mulheres, são atitudes importantes que você pode adotar no seu dia-a-dia.

Ser livre é muito mais do que ter o direito de ir e vir garantido na constituição: ser livre é não ficar presa a imposições e regras sociais, é fazer o que você acredita ser o melhor para você!

A liberdade de uma é a liberdade de todas e juntas somos muito mais fortes.

Conta pra gente aqui embaixo se você sente que sua liberdade é restringida por ser mulher e que atitudes você tem praticado ou quer começar a ter para combater essa diferenciação de direitos!

Um abraço, Fran.

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