Autoestima aos 40+: A beleza de não se preocupar com a opinião dos outros

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Autoestima aos 40+: A beleza de não se preocupar com a opinião dos outros

Musa Carol é uma mulher de 1,80. Linda, alto astral e cheia de autoestima. Ela está sempre muito ativa nas salas de conversa do ClubHouse e em seu perfil do Instagram.

Nesse texto, você vai poder ver um resumo de nossa conversa com ela no Herself na Escuta #03.

O nome dela é  Carol Santos. Mas o apelido Musa Carol é muito mais conhecido.

Em primeiro, porque é seu nome de trabalho como influenciadora e modelo plus size 40+.

E em segundo lugar, porque caiu como uma luva.

Mas isso é resultado de um longo processo, pois as coisas nem sempre foram assim.

Em nossa conversa, Musa Carol contou como foi a descoberta do seu potencial como modelo, por exemplo. Além disso, falou sobre o que ela entende como a verdadeira auto-estima.

Com vocês, Musa Carol.

Quando você se descobriu uma mulher bonita?

A gente se descobre bonita quando passa a se achar bonita, né (risos)? Mas isso é coisa recente, viu? Quando era adolescente não me achava bonita.

Só fui me descobrir de verdade depois que me tornei adulta. Só quando me tornei responsável por minhas atitudes.

Talvez tenha começado quando fiz minha primeira faculdade, que foi Administração. Depois eu vim evoluindo.

Mas foi só em 2010 que descobri que tinha potencial para trabalhar como modelo plus size.

Hoje me acho linda maravilhosa!

Acho que com o passar do tempo a gente fica mais bonita, mesmo.

Você sempre foi tão confiante assim?

Não, nem sempre. Acho que estou me descobrindo ainda.

Mas tudo aconteceu depois dos 40 anos.

Penso que antes eu estava em uma fase de descobertas.

Acho a maturidade é quando a gente deixa de se preocupar com bobagens e coisas fúteis.

É quando você passa a ter mais propriedade no que está fazendo e a ser mais dona dona de si mesma.

Sem ter que ficar me preocupando com a opinião dos outros, eu tenho muito mais firmeza no que eu falo.

Eu consigo debater com as pessoas de uma forma muito mais assertiva.

Eu nunca fui muito positiva. Essa auto-confiança é coisa recente mesmo.

Ela surgiu quando comecei a me entender e a amadurecer.

Qual o segredo da autoestima pra você?

O segredo da autoestima é ser dona da própria vida. Não é porque a minha amiga casou que eu tenho que casar também.

Não é porque a minha amiga teve filho que eu vou ter que ter também. A sua vida só depende de você. Você não tem que se basear na opinião das pessoas.

A autoestima veio da certeza de que o que estou fazendo é bom pra mim e que inão vai ferir ninguém.

Sendo assim, a autoestima está muito ligada ao auto conhecimento.

Afinal, eu só consigo saber que é bom pra mim se me conheço bem.

Sem isso, é só desequilíbrio: um dia está bom, o outro não. É como estar em uma corda bamba.

Quando a gente se conhece de fato, aí vem autoestima, vem confiança e um monte de fatores que só vão nos beneficiar.

A autoestima torna a pessoa mais feliz no amor e nos relacionamentos?

A auto-estima faz diferença mas pode atrapalhar, também.

Se a outra pessoa não tiver uma boa autoestima, ela pode enxergar você como prepotente, orgulhosa, ou até egoísta.

Às vezes as pessoas não se dão conta que precisam desenvolver sua própria autoestima também.

Eu estou sozinha e estou feliz. Eu poderia estar mais feliz se estivesse em um relacionamento? Sim, poderia.

Mas só se a pessoa estivesse à altura dos meus ideais.

Algumas pessoas às vezes não param para observar isso, principalmente as do sexo oposto.

O próprio machismo influencia nisso… Mas o fato é que a pessoa tem que estar alinhada aos propósitos da gente.

 “Os relacionamentos não podem ser elevados à condição de algo que você não pode deixar de ter na vida.” 

Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais, como cantou Elis Regina?

Muitas mudanças estão acontecendo. As revoluções estão aí, no dia a dia e no comportamento das pessoas.

Estão surgindo várias formas de amar e eu tento aprender um pouco sobre tudo. Sobre o poliamor, sobre o relacionamento entre os diversos gêneros, os hetero e os homossexuais…

Tudo está ficando diferente, tudo está sendo desconstruído.

Pra mim, essa música da Elis Regina já é uma desconstrução.

Porque nós não queremos nos espelhar somente no jeito como fomos criados.

Não queremos ser apenas o que aprendemos em nossa criação.

Ao contrário, queremos nos abrir para o mundo.

A cada dia é uma coisa nova, é uma sigla que está mudando. Cada dia que passa é um novo aprendizado.

Como você vê a escolha entre se relacionar exclusivamente com alguém ou se manter aberto a outras possibilidades?

Eu sou uma mulher heterossexual e ainda prefiro uma relação fechada entre um homem uma mulher.

Mas aprendi que a gente tem que saber dosar as coisas. E principalmente o ciúme, que é o sentimento que nos impede de ter um relacionamento aberto.

É por isso que eu acho tão legal o tempo que estamos vivendo.

Podemos buscar entender ou vivenciar outros tipos de relacionamentos, para descobrir o que é mais adequado ao nosso estilo e à nossa personalidade.

A gente está só aprendendo e esse aprendizado demanda um desprendimento muito grande.

É uma eterna busca na verdade, estamos em constante evolução.

E e assim a gente vai contribuindo também para as novas gerações que estão chegando.

Pra quem você se enfeita?

Hoje eu me enfeito pra mim. Quem tem que me achar bonita sou eu…

Eu me produzo pra mim, pois sou o espelho de mim mesma.

Nós precisamos nos ver melhores a cada dia.

Mas se tem outro que gosta eu fico muito feliz.

Pois quando a gente está bem, a gente transmite coisas boas. E isso é muito bom.

Como funciona a autoestima no home-office?

Eu tenho a preocupação de me arrumar todo dia como se fosse sair para trabalhar.

Só não coloco o sapato, mas todo resto é igual.

Se eu tomo meu banho e me arrumo, tenho a impressão que até a minha produção fica melhor. Falo isso para minhas amigas.

No começo da pandemia eu levantava da cama, não tomava café, não fazia nada e já ir pra frente do computador.

Depois eu me dei conta que precisava voltar à rotina de antes.

Eu tenho uma mania de ficar bem com meu cabelo não abro mão do skin care nunca. Faço todos os dias, de manhã e de noite.

Quando passo meu creme depois do banho é como se estivesse fazendo um carinho em minha própria pele.

A pele negra normalmente fica mais ressecada no outono e no inverno.

O creme tem que ter a textura certa pra que a pele não fique craquelada.

Esse é um cuidado que tenho comigo mesma que é muito gostoso.

Como a ideia da passagem do tempo afeta você?

Eu não me vejo como uma pessoa velha. A pele da gente vai mudando, claro.

Mas não me vejo envelhecendo no corpo e nem no rosto.

É nas minhas mãos que sinto a pele um pouco mais enrugada e com uma textura diferente.

Mas hoje eu encaro isso com muito mais leveza.

Um dia já tive medo de envelhecer.

Há uns 20 anos, queria fazer um botox. E até fiz, na testa.

Mas hoje já passou o efeito e eu não sei se faria de novo.

Essa não é uma prioridade na minha vida.

Acho que vou envelhecer da mesma forma que a minha mãe.

De um jeito simples, sem muitos artifícios.

A pele negra tem suas vantagens, ela dá uma segurada maior.

Mas hoje eu encaro a minha maturidade com tanta leveza que está sendo bem tranquilo.

As pessoas ficam tão preocupadas com a parte estética que esquecem da parte psicológica.

Acho que por estar com 43 anos e me manter sempre estudando, eu me sinto à frente do meu tempo. Consigo me ver com outros olhos.

Quando a gente fica encasquetando com alguma coisa, a gente não fica livre para as outras coisas.

Um segredo pra envelhecer bem?

O que eu quero é colocar a minha cabeça pra trabalhar e ficar com minha inteligência em alta. Isso não tem preço e assim eu simplesmente não me vejo velha.

Se a gente trabalha o cérebro diariamente, sempre alimentando a nossa cabeça a gente evita muitas preocupações.

Se a gente se preocupa só com estética, por exemplo, é sinal que algo não está bem.

É como se a gente precisasse sempre de um brinquedo ou de uma roupa nova pra ter de onde tirar o gás que precisa pra viver

Realmente, às vezes a única coisa que dá energia mesmo é querer ser melhor.

Mas nem sempre as coisas estão ao nosso alcance. Então a gente começa a ter que buscar outras alternativas. Isso pode acabar em uma crise de ansiedade ou em uma depressão.

Pra viver bem e com tranquilidade, a gente tem que buscar o equilíbrio.

Se pudesse mandar um recado a você mesma aos 25 anos, qual seria?

Eu me perguntaria por que não aproveitei a época da faculdade pre me formar.

Se naquele tempo eu tivesse a cabeça que tenho hoje, minha vida teria tomado outro rumo.

Mas não me arrependo de nada.

Estou aí batalhando pelo meu lugar ao sol  e lutando pelo meu reconhecimento pessoal e profissional.

Hoje a vida está me levando pro lugar muito inesperado. Nem eu mesmo sei onde vou chegar.

Acho que a Carol dos 25 anos aproveitou tudo que tinha para aproveitar.

Agora a dos 43 está aproveitando o que ela plantou lá atrás.

Quando eu penso sobre a vida, vejo que estou chegando onde queria chegar

Tem uma coisa que eu sempre trouxe comigo: eu não me arrependo do que eu fiz. Eu me arrependo só do que não fiz.

(Musa Carol é uma mulher à frente do seu tempo, que você vai adorar conhecer. E siga a Musa no Insta também: @musacarol )

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