Entre promessas de projeto corpo de verão que tal escolher a sua melhor versão?

Entre promessas de projeto corpo de verão que tal escolher a sua melhor versão?

por Fran Bittencourt
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31/10/2018
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Ilustração: @lela.brandao

Está chegando o verão e começamos a ver reportagens sobre “projeto corpo de verão” e afins pipocarem nas redes sociais, capas de revistas e programas de TV. Nessa época do ano estereótipos de beleza são reforçados, desde qual tamanho de calça vestimos até que cor de cabelo usamos. A Agência Heads fez uma pesquisa e constatou que 65% das mulheres não se sentem representadas quando se trata de mídia, publicidade e propaganda e que apenas 20% dos comerciais contribuem para a equidade de gênero no País.

Eu me conecto às redes sociais todos os dias e me pego muitas vezes me comparando com essa e aquela menina. Olho para seus corpos e suas roupas e sempre encontro diferenças quando comparo com as minhas, tudo isso por um motivo bem simples: nós somos diferentes. Temos biotipos, alturas e até mesmo gostos diferentes. E em meio a tanto estereótipo socialmente aceito fica até difícil de lembrar o quanto a diferença é importante e bonita.

Entre promessas de projeto corpo de verão que tal escolher a sua melhor versão?

Cuidar da alimentação e fazer exercícios físicos são pilares importantes para alcançarmos o equilíbrio físico e mental. Colocar atenção no que comemos (e no quanto) assim como em que tipo de exercício estamos fazemos (ou deixando de fazer) pode ser uma boa fonte de energia para estudar, trabalhar, sair com amigos e até mesmo para se sentir melhor internamente, já que exercícios físicos liberam endorfina. Mas que buscar isso seja um presente que você dá para você mesma e não um sacrifício que se faz porque alguém disse que assim é mais bonito.

Às vezes desistimos de cuidar de nossa alimentação e dos exercícios físicos porque não nos conectamos com um propósito que nos motive o bastante. Um propósito que faça sentido. Para mim geralmente tem a ver com me cuidar mais, com me amar e me tratar bem. Tento fazer ser mais sobre mim e menos sobre a opinião dos outros. Eu sei que isso pode ser bem difícil, principalmente quando você está se sentindo fora do “padrão” que vemos nas propagandas e também nas redes sociais, muitas vezes somos pegos pelas opiniões dos outros, e tudo bem, isso também faz parte e acontece com todos nós.

Que possamos celebrar aquelas vezes que tomamos nossas próprias decisões, nos incentivando com pensamentos agradáveis sobre nós mesmas, e não tão cruéis. Já reparou como muitas vezes somos nossos piores inimigos? Nos olhamos no espelho e pensamos aquilo que a gente não gostaria que ninguém nos dissesse, mas nós dizemos para nós mesmas muitas vezes.

A revolução começa com escolher que tipo de pensamentos queremos ter sobre nós mesmas.

Comece devagar, experimentando trocar um pensamento aqui e outro ali sobre sua aparência, sobre sua personalidade. Alimentando sua autoestima e se tornando para você uma amiga mais querida e empática. Lembre-se que por mais confiante que alguém possa parecer, todos temos também nossas inseguranças e uma lista de coisas que gostaríamos de mudar. Isso tudo faz parte da nossa experiência humana.

As redes sociais podem ser bem divertidas, mas também podem aumentar nossa insegurança e diminuir nossa autoestima. Algumas mulheres que trabalham com mídias sociais já começaram a falar e a compartilhar mais sobre a sua vida “real”. A Bruna Vieira, do blog Depois dos Quinze (@brunavieira), decidiu parar de alisar o cabelo e descobriu que tinha lindos caracóis. A Marieli Mallmann (@m_marieli) esses dias compartilhou a foto de uma matéria de revista que ela participou que falava sobre corpos reais. Já vi enquetes que perguntavam aos seguidores que tipo de stories gostavam mais: se com filtro ou sem. E a maioria votou sem filtro.

Cada vez mais as pessoas que trabalham com mídias e as que se inspiram nelas estão debatendo sobre a importância de compartilhar mais o lado real e menos o lado filtrado, justamente porque a baixa autoestima afeta a todas. De vez em quando eu separo um tempo para fazer uma vistoria nas minhas redes, reviso as pessoas que sigo e me pergunto se ainda faz sentido para mim e se as ideias que elas compartilham tem a ver com o que eu acredito. Entre vários tipos de dietas a que mais interessa é a como cuidar melhor de você!

E por aí, como vocês lidam com as redes sociais e com os estereótipos de beleza que chegam mais forte no verão?

Um abraço com carinho, Fran.

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