#NósDamosOSangue – Mês da Mulher Herself

#NósDamosOSangue – Mês da Mulher Herself

por Herself
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07/03/2019
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Quatro mulheres e diferentes lutas de quem dá o sangue por um causa. Algumas, literalmente. A nossa campanha de Dia da Mulher, começa no dia 8 de março, mas se estende durante todo o mês. Batizada de “Nós damos o sangue”, foi pensada para criar uma rede de compartilhamento de histórias inspiradoras para valorizar quem já faz e incentivar ainda mais o espírito de coletividade e apoio entre mulheres.

Das transformações cotidianas a ações que têm um impacto mais global, os “casos de sucesso” envolvem causas como sustentabilidade, educação antirracista, moda democrática e mulheres trans negras. Ao longo do mês de março, eles serão divulgados nas nossas redes sociais através de vídeos que emocionam.

Os depoimentos tem o objetivo de nos inspirar e fazer com que você também compartilhe a trajetória de um mulherão nesse mês de março. Use a hashtag #NósDamosOSangue para que a gente tenha acesso ao seu relato e possa publicar também =)

Vamos espalhar bons exemplos de quem luta pelo bem coletivo e cria redes de apoio entre mulheres?

Das transformações cotidianas a ações que têm impacto global, não importa! Afinal, o que vale é dar destaque a quem muda o mundo com seu exemplo e atitude, mesmo que seja um pequeno universo já é um passo a frente, né? <3

As estrelas da campanha são Valéria Barcellos, Jéssica Manjabosco, Luciana Dornelles Ramos e Viviane Lemos.

“Auto afirmar isso 24 horas por dia”. Foi assim que Valéria Barcellos, cantora de Porto Alegre, respondeu sobre o que é ser mulher. Mulher trans negra, ela resolveu ser militante da causa depois que literalmente deu o sangue, em 2015, quando foi agredida na rua de forma gratuita, enquanto passeava com o namorado. De lá pra cá, Valéria vem ganhando muito destaque por conta de seu talento para a música. Um dos exemplos disso é a participação no programa Amor e Sexo da Rede Globo, apresentado por Fernanda Lima, e abertura do show de Katy Perry em Porto Alegre. Além disso, já recebeu o título de Mulher Cidadã, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Mesmo com todos esses reconhecimentos, ela ainda sofre ameaças e é desrespeitada pelo simples fato de existir.

Viviane Lemos iniciou a BPSPOA – Feira de Moda Plus Size, quase sem querer e como uma forma de encontrar uma renda extra, já que como mãe solo não dava conta mantendo um emprego apenas. O que no início era uma venda de lingeries, ela identificou uma oportunidade e em 60 dias organizava a primeira edição do evento voltado à moda para quem veste números maiores, projeto a qual se dedica integralmente hoje em dia. “Ver a alegria no rosto, o agradecimento das visitantes pelas opções e a evolução na postura em relação a si mesmas é recompensador”, indica Viviane, sobre o porquê valeu a pena começar.

Luciana Dornelles Ramos é professora de escola pública e sua luta por uma educação antirracista começou quando percebeu que suas alunas passavam pelos mesmos dilemas e sofrimento de quando ela era uma estudante e menina negra. Para mudar ao menos “o seu pequeno mundo”, ela criou o projeto Empoderadas IG que, entre outras coisas, ajuda as meninas a amarem seus cabelos afro, ensinando a cuidar e assumi-los. “A gente tem a nossa beleza e quando as crianças entendem isso, elas têm mais atuação na sociedade” – explica a criadora do projeto que já ganhou os muros da escola.

Jéssica Manjabosco é criadora do Organifica, projeto que reúne em um único local de Porto Alegre produtos sustentáveis para incentivar este tipo de consumo, organiza rodas de conversa sobre o tema e ainda reaproveita os restos de feiras orgânicas para produzir e vender alimentos. A trajetória de Jéssica começou com uma inquietação pessoal. A saída de uma multinacional que produz absorventes descartáveis, a introdução ao vegetarianismo e práticas para influenciar outras pessoas, como as palestras sobre sustentabilidade, são alguns dos marcos da sua história.

O nome da campanha foi escolhido para fazer uma analogia com o fato de vender produtos menstruais, mas levantar a questão de que nem toda mulher menstrua. Ao mesmo tempo, seguir no exercício de tentar naturalizar algo que é natural (por mais estranho que essa frase soe) – sangrar todo mês, um tabu muito grande ainda na sociedade. A captação e edição dos vídeos ficou por conta da A Imaculada www.aimaculada.com.br.

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