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Tudo sobre HPV: desde o diagnóstico até o tratamento

Tudo sobre HPV: desde o diagnóstico até o tratamento

Você já ouviu falar em HPV?

Recebeu um diagnóstico e ficou extremamente ansiosa?

Respira fundo! Neste texto a gente conta tudo sobre o HPV: sintomas, tipos, tratamento e mais. Vem junto!

O que é o HPV?

HPV é a sigla para Human Papillomavirus. Em português, papilomavírus humano. Existem mais de 150 tipos de HPV, sendo que pelo menos 40 tipos podem ser transmitidos via contato sexual. A maioria é assintomática.

Esse vírus é responsável pelo aparecimento de verrugas, sejam elas de pele ou genitais, geralmente nas mucosas. Os tipos de HPV que causam verrugas na pele são diferentes dos que causam verrugas genitais.

O HPV genital é considerado a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum em todo o mundo. No Brasil, uma pesquisa estimou que a prevalência estimada do vírus na população é de 54,6%, embora há estimativas de que pelo menos 80% da população geral venha a se infectar com o vírus ao longo da vida.

Conheça alguns sintomas do HPV

Os sintomas mais comuns de HPV são verrugas genitais e lesões na pele. Essas verrugas também podem surgir na boca ou na garganta. 

É importante ter em mente que muitas infecções por HPV são assintomáticas, ou seja, não apresentam sintomas visíveis. 

Algumas infecções podem desaparecer por conta própria ao longo do tempo, enquanto outras podem persistir e causar problemas de saúde a longo prazo.

Como é feito o diagnóstico do HPV?

A detecção precoce e o acompanhamento médico regular são essenciais para identificar e tratar problemas de saúde relacionados ao HPV. 

Isso especialmente no caso de infecções de alto risco que podem levar ao câncer

Existem algumas formas de diagnosticar o HPV: 

O Exame Clínico Visual, feito por meio de um exame físico realizado por um profissional de saúde. 

Testes de Ácido Nucleico, realizados em amostras colhidas do colo do útero (Papanicolau) para detectar infecções de alto risco que podem levar ao câncer cervical.

A colposcopia, que permite a visualização ampliada do colo do útero e da vagina, é usado para examinar de perto as células cervicais. 

Biópsia, com remoção de uma pequena amostra de tecido para examinar as células em detalhes.

Teste de HPV de Alto Risco, usado em combinação com outros exames, como o Papanicolau, para avaliar o risco de câncer cervical.

E testes de Verrugas Genitais, feito por exame visual, mas em casos mais difíceis de identificação, o médico pode optar por realizar uma biópsia para confirmar o diagnóstico.

Importante! Quem transmite o HPV é o homem?

O HPV pode ser transmitido tanto por homens quanto por mulheres. 

Ele é transmitido por contato direto com a pele ou mucosas infectadas, geralmente durante atividades sexuais, incluindo sexo vaginal, anal ou oral. 

Embora as verrugas genitais sejam mais visíveis em homens, tanto homens quanto mulheres podem ser portadores assintomáticos do vírus. 

Isso significa que o HPV pode ser transmitido mesmo quando não há sinais visíveis de infecção.

Dois principais tipos de infecção por HPV

Em relação ao HPV genital, existem dois principais grupos: o dos que causam verrugas e o dos que causam lesões que podem se tornar câncer.

Os principais tipos que causam verrugas genitais são o 6 e 11. Essas verrugas causam protuberâncias nos genitais, podendo ficar agrupadas em formato de “couve-flor”. Elas podem aparecer no pênis, na vulva, na vagina, no ânus, etc, sendo mais comumente manifestadas em mulheres. Essas verrugas são benignas, e não estão relacionadas à maior incidência de câncer.

Já os tipos que causam câncer são, principalmente, o 16 e o 18. Eles estão relacionados a praticamente todos os casos de câncer de colo do útero e boa parte dos cânceres de pênis, de vulva, de ânus e até de garganta (sim, sexo oral também é sexo e pode transmitir HPV!). Esses tipos não causam verrugas, mas provocam essas lesões que podem lentamente evoluir para um câncer.

Ter HPV é diferente de ter sintomas

Como a prevalência do HPV é bastante alta na população sexualmente ativa, pode-se dizer que quase todo mundo que transa ou já transou, teve, ao menos, contato com o vírus. Ou, se não teve, provavelmente terá.

Mas ter contato com o vírus não significa que ele vai se manifestar em algum momento. Ele pode ser combatido pelo nosso corpo, ou ficar “dormente” por meses ou anos até dar sinal.

Papanicolau não é diagnóstico de HPV!

O papanicolau é um exame de rastreio que coleta algumas células do nosso colo do útero. Dessa forma, ele consegue rastrear possíveis lesões causadas pelo HPV, para então tratá-las e evitar que evoluam para um câncer. Ele não detecta a presença do vírus em si.

Ter um exame papanicolau normal significa que não foram encontradas lesões no seu colo do útero, apenas. Não significa que você não tenha HPV ou outras infecções também muito comuns (como clamídia e gonorreia). Falamos mais sobre exame de rastreio e o papanicolau aqui.

A presença do HPV também não é diagnosticada em exames de sangue comuns, e nem no teste rápido de sorologia.

E, convenhamos: nem tem por quê, né?

Se o vírus tem prevalência alta, é assintomático na maior parte das vezes e sua forma mais grave - a partir do momento que causa lesões e no que se refere ao tipo de câncer mais comum - pode ser rastreada, investigar a simples presença do vírus em determinado momento da vida pode causar mais ansiedade do que qualquer outra coisa.

Camisinha protege totalmente do HPV?

A camisinha é um fator protetivo para o HPV, principalmente para os tipos que causam câncer de colo do útero, pênis, vulva e garganta. Mas, infelizmente, não protege 100% da transmissão do vírus. Isso porque a camisinha não recobre totalmente as áreas que podem ter a presença do vírus, como a virilha.

Mesmo assim, ela é essencial mesmo para quem já possui o vírus, visto que são vários tipos diferentes. Também é essencial porque, quando se há lesões por HPV, o risco de contrair outras ISTs também fica aumentado.

E como infecções não veem cara e nem são curadas espontaneamente apenas por alguém entrar em um relacionamento apaixonado e fiel, o uso é recomendado inclusive para casais monogâmicos.

Posso pegar HPV no banheiro ou sentando em lugares públicos?

Em teoria, tudo é possível, e há muitas controvérsias sobre essa questão. Mas, na prática, não há evidência suficiente para dizer que é possível pegar uma infecção sexualmente transmissível sentando em um vaso sanitário, compartilhando jeans ou sentando no ônibus, por exemplo.

O vírus não atravessa camadas de roupa e também não tem “perninhas”. Então, com o perdão da expressão, só seria possível contrair HPV em um vaso sanitário se todas as pessoas literalmente esfregassem as genitais nas bordas.

Se alguém tem vida sexual ativa, é muito mais provável que tenha adquirido o vírus dessa forma. Mesmo que tenha tido apenas 1 parceiro(a), e/ou sempre tido contato sexual com camisinha.

A vacina contra HPV funciona?

Há algumas vacinas contra o vírus no mercado, e inclusive disponibilizadas pelo SUS gratuitamente para o público alvo da campanha. Aqui, a campanha foca em vacinar meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.

Isso porque os mais jovens tem menos chance de já terem tido contato com o vírus. Também é disponibilizada para pessoas que vivem com HIV/Aids e pessoas transplantadas.

A vacina pode ser bivalente ou quadrivalente. A primeira protege dos dois principais tipos causadores de lesões que podem evoluir para câncer, o 16 e o 18. A quadrivalente protege, além dos tipos 16 e 18, contra os tipos 6 e 11 também - e é a fornecida pelo SUS no Brasil.

A vacina ainda causa controvérsia entre especialistas, mas cada vez surgem novos estudos sobre sua eficácia no controle do câncer de colo do útero na população. De acordo com a OMS, a vacina é segura e eficaz para diminuir o número de lesões que podem causar câncer. Vacinar os meninos também é relevante justamente por eles serem “reservatórios” do vírus.

HPV tem cura?

O HPV não possui uma cura definitiva, mas na maioria dos casos, o sistema imunológico do corpo é capaz de combater a infecção e eliminar o vírus ao longo do tempo. 

Muitas infecções desaparecem por si mesmas sem causar sintomas ou problemas de saúde significativos.

No entanto, algumas infecções por HPV podem persistir e causar problemas de saúde a longo prazo. 

Os tipos de HPV considerados de alto risco estão associados a um maior risco de desenvolvimento de câncer, especialmente câncer cervical. 

É por isso que a detecção precoce e a prevenção são tão importantes. 

Conheça alguns tratamentos para HPV

Os tratamentos para HPV visam principalmente tratar os sintomas e as complicações associadas ao vírus, como verrugas genitais ou lesões pré-cancerígenas. 

Muitas infecções desaparecem por conta própria e não requerem tratamento, mas quando os sintomas são visíveis ou há risco de complicações, são necessários alguns cuidados. 

Para tratamento de verrugas genitais, existem cuidados tópicos, como cremes ou soluções aplicados diretamente na pele. É importante que haja prescrição e acompanhamento médico. 

As verrugas genitais também podem ser removidas por crioterapia (congelamento), cauterização (queima), cirurgia a laser ou excisão cirúrgica.

Em caso de lesões pré-cancerígenas no colo do útero também há a necessidade de remoção, dessas mesmas formas.  

Em alguns casos, é necessário remover as áreas afetadas por meio de procedimentos cirúrgicos, como a conização, que remove uma porção do colo do útero. 

Quem tem HPV pode engravidar?

Sim, pessoas que têm HPV podem engravidar. 

O HPV  é uma infecção viral que afeta a pele e as membranas mucosas, incluindo a região genital. Mas ter o vírus não impede a capacidade de gravidez. 

O acompanhamento médico é indispensável no sentido de evitar casos de transmissão de mãe para filho durante o parto. 

Como controlar o HPV?

Uma vez contraído o vírus, não há cura, mas há total controle de suas manifestações. Além de haver tratamento para as lesões no colo do útero e para as verrugas genitais, é possível ter uma rotina de cuidados para evitar o reaparecimento do vírus.

Isso se dá, principalmente, fortalecendo o sistema imunológico. Assim, o corpo combate o vírus de forma mais eficaz. Como fazer isso? Tendo uma boa alimentação, praticando atividade física e principalmente controlando o estresse.

Além disso, é importante seguir o rastreamento, através do papanicolau, de acordo com a necessidade.

Por último, quem tem HPV pode doar sangue?

As diretrizes para doação de sangue variam de acordo com as políticas e regulamentos de cada país e organização de saúde que realiza as coletas de sangue.

Geralmente, ter HPV não é uma condição que impede uma pessoa de doar sangue, a menos que haja complicações graves ou outras condições de saúde associadas. 

As triagens de doação de sangue buscam  identificar fatores que possam representar riscos para a segurança do receptor do sangue. 

É o caso de doenças infecciosas transmitidas pelo sangue, como o HIV ou a hepatite.

Leia também: Saúde íntima feminina: veja dicas de cuidados para o dia a dia

 

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