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O que nós promovemos para alcançar a dignidade menstrual?

43

MIL ASSINATURAS

para petição pública em combate à pobreza menstrual

2

PROPOSTAS DE LEI

em combate à pobreza menstrual com a participação da Herself na garantia da Educação Menstrual com as meninas ativistas da @girlup

406,5

HORAS

de educação menstrual online

Group 712

de sustentabilidade

Por que devemos falar
sobre menstruação?

A menstruação é um problema. E não estamos falando do fluxo, de cólicas
e nem de TPM. A menstruação se torna um problema porque é um tabu!

O tabu de falar

O tabu nos impede de falar abertamente sobre o assunto e de termos consciência e dimensão das consequências que menstruar implica para meninas ao redor de todo o mundo.

131 MILHÕES

Estimados de meninas no mundo fora da escola – e a menstruação é um dos motivos (Fonte: UNICEF)

CERCA DE 10%

das meninas indianas acreditam que a menstruação é uma doença (Fonte: UKAID)

O tabu da vergonha

O tabu da menstruação também gera desinformação e vergonha, limitando as possibilidades de desenvolvimento das meninas. Segundo uma pesquisa realizada pela J&J com 1500 mulheres no Brasil, Índia, África do Sul, Filipinas e Argentina:

O TOTAL DE 54%

estimados de meninas no mundo fora da escola – e a menstruação é um dos motivos (Fonte: UNICEF)

APENAS 24%

das brasileiras não acham a menstruação nojenta

O TOTAL DE 57%

das brasileiras se sentem sujas quando estão menstruadas (Fonte: J&J)

A vulnerabilidade

Para famílias em situação de vulnerabilidade econômica e social, é inviável o acesso a protetores menstruais como os absorventes descartáveis, que são artigos de luxo. Desta forma, as meninas e mulheres acabam recorrendo a métodos inseguros e pouco eficazes para reter o fluxo, tais como folhas de jornal, folhas de árvore e até barro. A insegurança de ficar com as roupas manchadas e o medo de serem estigmatizadas por isso afasta as meninas da escola, podendo fazê-las perder até 25% das aulas em um ano letivo. Isso prejudica o rendimento, o que por sua vez aumente a chance de evasão – ou seja: parar de ir à escola. Além disso, a falta de saneamento básico afeta diretamente a higiene menstrual. No Brasil, mais de 100 milhões de pessoas não têm acesso a este serviço; e para as pessoas que menstruam, a precariedade agrava ainda mais a relação com a menstruação. Segundo dados do Trata Brasil (2018):

MAIS DE 1 BILHÃO

de pessoas no mundo não têm acesso a um banheiro. (Fonte: Trata Brasil)

APENAS 51,92%

da população brasileira tem acesso a saneamento. (Fonte: Trata Brasil)

O TOTAL DE 3,1%

das crianças e adolescentes brasileiros não têm um sanitário em casa. (Fonte: Trata Brasil)

O impacto no Brasil

Com o apoio da Herself Educacional, em março de 2021 foi lançada a pesquisa “Livre para Menstruar: pobreza menstrual e a educação de meninas”, idealizada e realizada pela ONG Girl Up Brasil. A pesquisa é um grande avanço para a promoção da dignidade menstrual, pois evidencia o quão alarmante é a situação de pobreza menstrual no Brasil. Através do levantamento feito, foi possível identificar:

30% DO BRASIL MENSTRUA

o que equivale a 60 milhões de mulheres e meninas.

R$ 3 MIL – R$ 8 MIL

é o custo com absorventes estimado ao longo da vida das mulheres.

7,5 MILHÕES

de meninas menstruam na escola e 213 mil delas não possuem banheiro disponível.

Nós acreditamos que a principal estratégia é a educação – e estamos elaborando planos de ação para gerar impacto neste sentido.

Quando o assunto menstruação se torna nebuloso e cheio de mitos, fica muito difícil para as meninas e mulheres lidarem de forma positiva com a própria menstruação.

E sendo assim, como convencê-las a lidar de forma positiva com o próprio corpo? Como trabalhar a autoestima de corpos com ciclos menstruais se o sangramento é visto como nojento e sujo?

Ao falarmos de educação menstrual, partimos do princípio que saber o que é a menstruação e compreender o funcionamento do próprio corpo é um direito fundamental de toda menina, mesmo antes de passar por esta experiência.

A educação menstrual é questão de dignidade, direitos humanos e equidade de gênero, pois fornece ferramentas para as meninas e mulheres serem mais confiantes, viverem de forma mais confortável e tomarem decisões mais conscientes em relação a si mesmas e a seus próprios corpos. Conhecimento é um poder revolucionário para nós. Enquanto isso, precisamos de cada vez mais dados aqui no Brasil. Através do mapeamento dos problemas sociais relacionados à menstruação e de movimentos em educação menstrual que ocorrem no Brasil, conseguimos promover ações e metodologias mais direcionadas e resolutivas.

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Nos ajude a mudar a vida de outras mulheres:

você conhece alguma organização, ativista menstrual ou pesquisa sobre menstruação em andamento?

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Movimento ‘Cadê o absorvente?’

Idealizado pela Herself e Herself Educacional, o movimento nacional ‘Cadê o Absorvente?’ tem como objetivo promover a dignidade menstrual através da luta pelo acesso a protetores menstruais e educação menstrual por todas as pessoas menstruantes. Fazemos isso através de políticas públicas e iniciativas próprias, como as rodas de educação menstrual e oficinas de absorventes reutilizáveis.

Conheça o nosso manifesto:

Somos mulheres que menstruam e agimos para todos os corpos menstruantes. E só vamos mudar as estruturas se ecoarem mais vozes. Cada pessoa pode se apropriar de si.

Nossa missão é promover a dignidade menstrual através do acesso à educação e protetores menstruais para todos. Acreditamos na força do coletivo. E criamos em rede o movimento Cadê O Absorvente, olhando para cada realidade. Queremos potencializar os saberes e tecnologias já existentes. Criamos ferramentas para que mais educadores e educadoras transformem a realidade. Desenhamos processos para que o estado seja autossuficiente na produção de absorventes de pano, garantindo mais qualidade de vida, conforto e sustentabilidade para pessoas menstruantes em situação de vulnerabilidade. Acreditamos que a mudança está na emancipação, ressignificação e educação menstrual.

Exigimos políticas públicas em combate a pobreza menstrual. Exigimos Dignidade Menstrual. Exigimos autonomia dos corpos que menstruam. Acreditamos que se apropriar da própria menstruação possibilita a escolha do tipo protetor menstrual. O absorvente plástico possui um custo, muitas vezes, inacessível à grande parte da população, além de não ser uma solução sustentável (financeira, ambiental, cultural e social). Sendo assim, ter conhecimento desses dados acerca do seu uso traz autonomia para poder se apropriar de outras alternativas de cuidado e fazer suas próprias escolhas, como por exemplo os bioabsorventes, calcinhas absorventes etc. Além disso, fabricar o próprio absorvente traz uma percepção afetiva acerca do autocuidado, e uma autonomia em relação a mercantilização desse cuidado. Juntas e juntos formamos um ecossistema de valorização da cultura menstrual.

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Herself