ENTREGAS NO RS: PRAZOS ALTERADOS, CONSULTE OPÇÕES NO WHATSAPP

PRIMEIRAHERSELF 10% OFF NA PRIMEIRA COMPRA

FRETE GRÁTIS EM COMPRAS ACIMA DE R$300

Seu carrinho

Seu carrinho está vazio

Vagina: 13 características sobre ela que você PRECISA saber

Vagina: 13 características sobre ela que você PRECISA saber

Conhecer a vagina é essencial para a nossa saúde, higiene, vida sexual e para melhorarmos a nossa relação com nossos corpos como um todo.

A vagina é um órgão incrível, embora muitas vezes seja injustiçada. Cores, larguras, cheiros, hímens, orgasmos…Vamos descobrir alguns babados sobre ela? Bora!

Partes da vagina

A vagina é rodeada, nos primeiros 3 a 5 cm de comprimento, pelos braços do clitóris e pela Musculatura do Assoalho Pélvico. Ela tem uma mucosa elástica no restante do seu comprimento e é fechada no fundo. 

O canal vaginal é onde se encaixa o nosso útero e, ao inserirmos o dedo nesse espaço, podemos sentir a sua saída, chamada de colo do útero. 

Tipos de vagina

Falar de “tipos de vagina” provavelmente vem das confusões que existem para distinguir vagina e vulva. A parte que conseguimos visualizar, que é toda a área externa, é a vulva: e essa sim tem uma grande diversidade de formatos, tamanhos, cores e afins. 

Essas diferenças são completamente normais e naturais: e é por essa razão, por exemplo, que não falamos de “grandes e pequenos lábios”, mas sim de lábios externos e internos. 

Cada corpo é único e isso vale não somente para a vulva, mas os seios, a virilha e todo o corpo. :) 

Veja alguns cuidados importantes com a vagina

O primeiro e mais importante cuidado é entender que quando falamos de vagina, estamos nos referindo ao canal interno. Ela é autolimpante e não deve ser lavada com duchas ou nada do tipo. Deixe que ela mesma faça o seu trabalho natural e mantenha a rotina de lavar apenas a região da vulva.

Busque usar roupas e peças íntimas que não abafem essa região, evitando a desregulação da flora vaginal. 

Em relações sexuais, busque usar lubrificantes a base de água para evitar atritos excessivos e desconfortos. 

Caroço na vagina

A presença de um caroço ou nódulo no canal vaginal pode ter diversas causas, mas precisa de avaliação médica.Se perceber alguma diferença anatômica, não deixe de buscar apoio profissional de um ginecologista para investigar as causas. 

Tenha em mente que caroços podem ser indicativos desde de infecções, irritações e alergias até cistos ou câncer. E por isso a avaliação médica é indispensável. 

Dor na vagina

Dores na vagina podem ser causadas por uma variedade de fatores e condições. Infecções, vaginismo, reações alérgicas e endometriose são causas possíveis para quem tem quadro de dores persistentes. 

A avaliação de um ginecologista ou fisioterapeuta pélvico é essencial para trazer mais conforto e qualidade de vida através de tratamentos. 

Ardência na vagina

Ardência ou queimação na vagina são mais comumente indicativos de infecções, ressecamento vaginal ou dermatites. As causas são diversas, mas costumam ser acompanhadas de outros sintomas, como coceira intensa e vermelhidão na vulva. 

Todos os casos, que podem ir desde irritações mais simples até Infecções do trato urinário e ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) precisam de avaliação médica para tratamento.

Feridas na vagina

Feridas, ou lesões, na vagina geralmente são indicativos de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).Há também a possibilidade de serem causadas por outras razões, como alergias e outros tipos de infecções. 

Nesses casos, é super importante não tentar diagnosticar ou tratar qualquer condição médica por conta própria. 

Se percebeu feridas ou qualquer alteração anatômica na sua vagina, busque ajuda médica.

Bolinhas na vagina

Caroços ou bolinhas na vagina geralmente são sinais de inflamação das glândulas de Bartholin ou de Skene, que ajudam a lubrificar o canal vaginal.  Se vem acompanhado de coceira, queimação ou dor, pode ainda indicar quadros mais sérios, que precisam de acompanhamento médico, a exemplo de herpes ou câncer. 

Assim como citamos nos tópicos anteriores, alterações anatômicas precisam de avaliação e acompanhamento médico. 

Inclusive para preservar a sua saúde mental e evitar desgastes emocionais desnecessários, busque ajuda de um profissional para descobrir diagnósticos assertivos. 

Cheiro forte na vagina

Odores fortes na vagina geralmente são indicativos de infecção, principalmente se for acompanhado de coceira, corrimentos e irritações. A candidíase, por exemplo, é uma infecção causada pela proliferação desregulada dos micro-organismos naturais da flora vaginal. 

Ela tem corrimentos com odores fortes como um de seus principais sintomas. Mas reforçamos aqui: evite o autodiagnóstico! 

Se percebeu alterações nos cheiros das suas secreções, principalmente junto a outros sintomas, busque ajuda médica. 

Conheça alguns fatos importantes sobre a vagina

Mitos e tabus sobre a vagina, não somente geram desinformação, mas afetam a autoestima e a capacidade de autonomia de quem possui esse órgão. 

Corrigir essas narrativas é uma forma valiosa de autoconhecimento e descoberta das suas potencialidades. 

Confira 13 informações super práticas sobre a vagina para nunca mais esquecer!

1) A vagina é só uma parte!

No momento em que pegamos um espelho e colocamos entre as pernas, conseguimos ver toda a vulva. A vagina é apenas o canal interno, que liga a vulva ao cérvix (entrada do útero). Ao olhar a vulva, afastando os lábios internos, conseguimos ver a abertura da vagina.

diferença entre vulva e vaginaIlustração maravilhosa da página Mãe Solo

 

2) A cor da vagina não segue um padrão - e pode mudar!

A vulva e a vagina podem ter diversos tons - entre marrons, rosas e vermelhos. Só que esse tom não tem relação direta com a cor da pele.

Logo, você pode ter a pele do corpo escura e a vulva rosa claro, ou a pele do corpo clara e a vulva mais marrom ou roxinha. A saber, são variações perfeitamente normais e que não afetam a fisiologia da vagina.

Além disso, a cor muda de acordo com a ação hormonal, e há uma tendência de ficar mais escura na idade fértil e durante a gravidez.

 

3) É impossível perder algo dentro dela

Quem nunca ficou com receio de colocar algo interno e “perder” dentro da vagina? Ou pelo menos conhece alguém que já verbalizou esse medinho?

Pois bem, felizmente, não tem como perder algo dentro da vagina. Não há nenhum tipo de “portal” dentro dela - não para sumir coisas.

A vagina é como um copo, com uma abertura de um lado (pra fora) e fechada no fundo. Ali, se encaixa o colo do útero, que, daí sim, tem uma abertura. Mas a abertura do colo do útero é beeem pequena, insuficiente para entrar um objeto, por menor que seja. Fique tranquila quanto a isso.

vagina

4) A vagina é super elástica

A vagina “em repouso” mede cerca de 8cm, podendo mais que dobrar de tamanho durante a excitação sexual! Portanto, quando ficamos excitadas, o cérebro envia a mensagem lá pra baixo e a vagina se estica tanto em comprimento quanto em diâmetro. Por consequência, isso permite uma relação sexual prazerosa. Incrível, né?

5) Ela não fica ‘larga’ com o sexo ou o parto

Justamente por ser um tubo muscular super flexível, ela não deforma após se expandir. Logo após o sexo penetrativo e o parto vaginal, ela retorna ao normal.

6) A vagina tem glândulas

As principais glândulas ficam bem na entradinha da vagina e são responsáveis pela lubrificação. São as famosas (ou nem tanto) glândulas de Bartholin! Quando estimuladas, elas trabalham intensamente para deixar a vagina molhada.

7) Ela é casa de trilhões de bactérias

E além de bactérias, alguns fungos e vírus! Essa quantidade imensa de microorganismos forma a microbiota vaginal, essencial para a saúde dos nossos órgãos sexuais e reprodutores.

O principal grupo presente na microbiota da maioria das vaginas é o dos lactobacilos. Esses bonitões produzem ácido lático, o responsável pelo pH ácido característico da vagina, que por sua vez nos protege de infecções e desequilíbrios. Inclusive, é por conta deles que o odor suave da vagina saudável geralmente lembra iogurte!

8) A vagina é autolimpante

Graças à microbiota, o canal vaginal consegue se limpar sozinho a partir das próprias secreções. Aliás, é essa secreção (geralmente clara) que muitas vezes fica na calcinha após um longo dia pra lá e pra cá.

Por causa da microbiota, em hipótese alguma se deve lavar por dentro da vagina. Ducha vaginal? Tô fora, pego meus lactobacilos e vou embora rs

9) O cheiro e o gosto mudam

O pH saudável da vagina é ácido, o que dá a ela um odor e principalmente gosto característicos. Mas o cheiro e o gosto da vagina, da lubrificação e do muco variam ao longo do ciclo menstrual natural.

Em geral, essas mudanças, quando dentro da normalidade, são sutis. Porém, é possível perceber um leve cheiro e gosto metálico na proximidade do período menstrual, por exemplo. Muitas também percebem o cheiro mais acentuado durante o período fértil, além do gosto mais “adocicado”.

De fato, a ação hormonal interfere na microbiota e nos nossos cheiros, que servem inclusive como “atrativo”. O nosso pH também sofre mudanças sutis ao longo do ciclo, ficando menos ácido durante o período fértil.

Surpreendentemente, a alimentação também pode interferir nesse quesito! Alimentos mais fortes - alho, café, carne vermelha, brócolis - em excesso e substâncias como álcool e cigarro podem deixar o gosto mais forte. Por outro lado, o consumo de frutas doces pode deixar o gosto mais adocicado.

10) Nem todo mundo tem hímen

Antes de mais nada, nenhum hímen é igual, e tem gente que nasce sem hímen. Se você quer entender como o hímen funciona, veja esse vídeo, POR FAVOR. #nuncatepedinada

O hímen tende a ficar elástico e mais fino devido à ação hormonal, podendo se moldar a qualquer ‘coisa’ que entre no canal vaginal.

Todos os hímens são diferentes. Alguns são lisos, outros tem pequenas "franjas". Portanto, não tem como afirmar que alguém já fez sexo com penetração fazendo um exame físico ou olhando a vulva.

Ele também pode ‘se romper’ em algumas partes, seja praticando esportes, colocando um coletor menstrual, tendo uma relação sexual com penetração ou até mesmo durante o parto vaginal (!!!!). Mas não some.

Por fim, ele não possui terminações nervosas, então o seu alargamento ou até rompimento em si não causa dor.

11) O “orgasmo vaginal” é clitoriano

Ao contrário do que muita gente acredita, o clitóris tá longe de ser apenas aquela cabecinha marota visível e maravilhosa.

Primordialmente, ele é um órgão exclusivo de prazer que se estende por dentro e “abraça” o canal da uretra e da vagina. Assim, isso gera combinações de pontos de prazer específicos pra cada corpitcho.

Clitóris inteirinho em amarelo

Por isso, enquanto algumas mulheres tem facilidade maior para chegar ao orgasmo estimulando a parte externa do querido clit, outras tem facilidade para chegar ao orgasmo a partir da estimulação interna dele.

Quando ficamos excitadas, o clitóris recebe um grande fluxo sanguíneo e aumenta horrores de tamanho - assim como o pênis. Exatamente a mesma matéria prima. Por isso, o clitóris fica hiper sensível e pode receber estimulação indireta de várias regiões diferentes.

E assim, na moralzinha... orgasmo é orgasmo. Importante é gozar rsrs

12) Vagina não solta pum

Mas pode fazer uns sons bem parecidos. São os flatos vaginais, ou puns vaginais mesmo (sabe-se lá como chamam por aí).

Isso acontece quando uma quantidade significativa de ar entra no canal vaginal. E como a vagina é fechada no fundo, tudo que entra lá precisa sair. E quando esse ar sai muito rápido, faz os lábios internos vibrarem e produzirem um som parecido com o “pum normal”.

Inegavelmente, esses ruídos são mais comuns durante a relação sexual. Pode ser constrangedor, mas acontece. Paciência. Quem acha o fim do mundo nem deveria estar fazendo sexo, convenhamos.

13) A vagina pode ser exercitada!

Já que a vagina é um músculo, ela pode ser exercitada! E exercitá-la é essencial para manter a musculatura do assoalho pélvico “malhada” e evitar problemas com incontinência urinária. E, de quebra, ainda potencializar o prazer! Sensacional.

Os exercícios mais famosos são os do pompoarismo e os exercícios Kegel. Você pode aprender e praticar alguns no seu dia-a-dia, como um hábito. Porém, principalmente caso você tenha dor durante a relação sexual ou pequenas perdas de urina, não faça os exercícios sem orientação de uma fisioterapeuta pélvica!

Ufa, acabou. MAS, se você tiver algo a agregar/desmistificar/perguntar sobre esse órgão maravilhoso que é a vagina, escreve aqui embaixo!

 

Texto por Victoria De Castro, educadora menstrual e cofundadora da Herself Educacional - Escola da Menstruação.

Leia também: Quantos absorventes usamos por ano? Veja como economizar 

Post anterior
Próximo post

Deixar comentário

Observe que os comentários devem ser aprovados antes de serem publicados